sexta-feira, 10 de agosto de 2012

OLIMPIEDAS

Os Jogos Olímpicos foram criados pelos gregos por volta de 2500 a.C. como uma homenagem a Zeus, o maior dos deuses segundo a mitologia grega. Gregos de várias cidades se uniam no santuário de Olímpia (por isso que surgiu o termo “Olimpíadas”) para disputar as competições esportivas; o evento era tão importante, que eram selados acordos de cessar-fogo e tréguas entre cidades inimigas antes da realização dos jogos.

Podiam participar das competições apenas os cidadãos livres, disputando provas de atletismo, luta, boxe, corrida de cavalo e pentatlo. Os vencedores eram cingidos por uma coroa trançada por folhas de louro, único prêmio e símbolo da maior vitória; o primeiro vencedor foi o atleta Coroebus. Os Jogos Olímpicos uniu os gregos até o ano 394 d.C., quando o imperador Teodósio II, convertido ao cristianismo, proibiu todas as festas pagãs, inclusive os Jogos Olímpicos.

Após mais de 1500 anos adormecidos, os jogos foram ressuscitados através da iniciativa do francês Pierre de Fredy (1863-1937), o barão de Coubertin. Baseado na afirmação de que os jogos são uma fonte de inspiração para o aperfeiçoamento do ser humano, o mesmo propôs em 23 de junho de 1894, a criação de uma competição internacional entre atletas amadores. Na primeira edição dos Jogos Olímpicos na Idade Moderna participaram 285 atletas de 13 países, em provas de atletismo, esgrima, luta livre, ginástica, halterofilismo, ciclismo, natação e tênis.

Os Jogos Olímpicos já serviram de palco para várias manifestações políticas ao longo da história, como o fato de Afolf Hitler não ter ficado para a premiação do atleta norte-americano negro Jesse Owens ou o boicote dos EUA aos Jogos de Moscou (1980) em pleno contexto da Guerra Fria, por exemplo. Há pouco mais de 15 séculos, no ano de 393, o imperador bizantino Teodósio I, o Grande, varria do mapa a maior competição atlética do planeta, os Jogos Olímpicos. Celebrados desde 776 a.C. às margens do rio Alfeu e dedicados aos deuses gregos, os Jogos, que congregavam cidadãos dos diversos estados do mundo helênico, entraram na temida lista de "cultos pagãos" e tiveram sua realização sumariamente proibida pelo soberano cristão. O infausto decreto foi apenas mais uma das estocadas forasteiras no destino livre da Grécia, berço da civilização e da cultura ocidental. Assolada por guerras, desvirtuada por invasores, molestada por celerados, a nação de Aristóteles, Sócrates e Platão só se desgarraria do jugo estrangeiro neste século, quando a Guerra de Independência de 1821 libertou a Grécia do Império Otomano. Com a liberdade, porém, veio o desafio de recuperar um país quebrado e desmoralizado pela milenar submissão – tarefa hercúlea, como os gregos vêm dolorosamente percebendo ao longo das últimas décadas.
A emocionante prova dos 100 metros rasos: disputa pacífica entre nações

Uma luz, contudo, fez-se notar na escuridão dessa caverna de incertezas neste mês de abril. O fogo que flamejava no altar de Héstia, na Olímpia da Antiguidade, voltou a se acender em uma procissão de tochas no centro de Atenas, celebrando o renascimento dos Jogos Olímpicos, agora internacionais, realizados entre os dias 6 e 15 (25 de março a 3 de abril, pelo calendário juliano adotado pelos gregos). O resgate do evento que reunia a flor da civilização helênica em seu ápice não poderia ter chegado em melhor hora para a nação de seus descendentes, ávida por um renascimento. Agora com as portas abertas para o mundo, a Grécia, superando as desconfianças e os problemas iniciais, logrou realizar um evento acolhedor e brilhante, celebrado por atletas e visitantes, dentro do mais ilibado espírito olímpico. Com isso, o país ganha não só uma injeção de auto-estima, como também um voto de credibilidade aos olhos da comunidade internacional presente aos Jogos.
Vikelas, do Comitê: em menos de 2 anos

Helênicos na bancarrota – Curiosamente, partiu de um estrangeiro, o Barão de Coubertin, a centelha que resultou na ressurreição dos Jogos. O desejo expressado pelo francês – eleito secretário-geral do recém-fundado Comitê Olímpico Internacional, no Congresso de Paris, em 1894 – era de que a primeira edição acontecesse em 1900. Mas o grego Demetrius Vikelas, presidente do comitê, sugeriu e bancou a realização dos Jogos em 1896– um prazo, portanto, inferior a dois anos. A idéia foi recebida de braços abertos pelos helênicos. Havia apenas um empecilho, mas de proporções monumentais: o governo da Grécia declarara estado de bancarrota em 1893. Como devedor de primeira grandeza dos países europeus, não poderia entregar um dracma sequer para o financiamento do evento, que já se avizinhava (o dracma, moeda local, vale pouco mais de dez centavos de dólar americano). Mas o rei Jorge, ciente de que a empreitada era de importância nacional, organizou, com auxílio de Vikelas, um comitê provisório para organização dos Jogos Olímpicos de Atenas. Era o primeiro obstáculo a ser superado pelos gregos.
Jorge, o monarca: 'Vida longa à Grécia!'

O colegiado era encabeçado pelo príncipe herdeiro Constantino, tendo como principais auxiliares seus irmãos, os príncipes Jorge e Nicolas. Usando a influência da família real e recorrendo ao sentimento de patriotismo helênico, o comitê lançou mão – com sucesso – das associações e dos cidadãos gregos espalhados pelo mundo para conseguir polpudas doações. Os organizadores também sugeriram ao governo que emitisse uma série especial de selos e medalhas comemorativas aos Jogos, com a verba revertida para o evento. Tudo isso, somado à mais do que generosa ajuda do magnata George Averoff – que representou quase metade do total arrecadado –, possibilitou às autoridades locais a construção da infra-estrutura para a acomodação das dez modalidades esportivas previstas no programa dos Jogos Olímpicos: atletismo, ciclismo, esgrima, ginástica, tiro, natação, tênis, levantamento de peso e remo (essa última modalidade, entretanto, acabou não sendo disputada devido ao mau tempo). Além da reforma total do estádio Panathinaiko, centro pulsante das competições, foram erguidos o Velódromo de Neo Phaliro, um estande de tiro em Kallitheia e quadras de tênis, entre outras instalações.
Connoly: o primeiro campeão olímpico

Espírito olímpico – "Vida longa à nação. Vida longa à Grécia!" O rei Jorge declarou abertos os Jogos Olímpicos no dia 6 de abril – no calendário juliano, 25 de março, data em que se comemorava o 75º aniversário da independência da Grécia –, em uma concorrida cerimônia no Panathinaiko. Diversas filarmônicas marcaram presença, e reuniram-se para executar o Hino Olímpico, de autoria dos gregos Palamas e Samaras, que evocava o espírito imortal da Antiguidade. Bem ensaiado, o público formou um coro de 70.000 vozes, em um espetáculo tocante. Em seguida, já se iniciaram as provas de atletismo – as três baterias eliminatórias dos 100 metros, classificatórias para a final do dia seguinte, constituíram o primeiro programa. Na seqüência, foi a vez do salto triplo, com dez competidores, em que se coroou o primeiro campeão olímpico: o americano James Connolly, com um pulo de nada menos que 2,70 metros. A bandeira dos Estados Unidos foi colocada no centro da arena pelos homens da Marinha Real e aplaudida com entusiasmo pelos gregos, em uma generosa demonstração de reconhecimento e admiração pelo desempenho do vencedor, cuja rota até Atenas incluiu uma viagem transatlântica em um navio de carga.
A prova de natação, no Mar Mediterrâneo: uma contenda muito equilibrada

Esse cavalheirismo, aliás, foi uma constante no comportamento dos anfitriões, em todas as modalidades. Aproximadamente 240 atletas, de 14 diferentes nacionalidades, participaram dos Jogos Olímpicos. Mas os helênicos, apesar de torcerem apaixonadamente pelos heróis nacionais, congratulavam a todos como se fossem patrícios – o que despertou até a curiosidade de alguns competidores estrangeiros. "Eu não teria conseguido cumprimentar meu oponente se ele tivesse me superado em minha casa, como fez um atleta grego comigo", declarou um desportista americano. "Mas foi uma coisa muito bonita de se fazer." Durante todos os dias do evento, a população de Atenas se juntou aos estrangeiros nas ruas da cidade em fraternais demonstrações de integração. Todavia, a maior festa dos oito dias de disputa aconteceu durante a chegada da maratona, em que milhares de gregos viveram uma catarse coletiva com a vitória de Spiridon Louis (leia reportagem nesta edição). Houve boas disputas também no atletismo (dominado pelos desportistas dos Estados Unidos), na ginástica (modalidade em que os alemães foram soberanos), na esgrima e na natação, em que as nações estiveram mais equilibradas.
Spiridon na premiação: triunfo helênico

Fora do programa – Toda a premiação dos campeões ocorreu no último dia dos Jogos Olímpicos, em cerimônia presidida também pelo rei Jorge, com diversos convidados internacionais. Cada vencedor recebia, pelo seu feito, uma medalha de prata, um diploma e uma coroa de ramos de oliveira; ao segundo lugar era oferecida uma medalha de bronze. Depois da entrega dos lauréis, o atleta mais festejado do dia, o grego Spiridon Louis, deixou seu posto para dar uma volta no estádio – seguido nesse desfile improvisado por todos os outros atletas. Passado e presente voltavam a se unir depois de um hiato de 1.500 anos, enchendo de orgulho os gregos. O Barão de Coubertin celebrava. "Alcançamos nestes Jogos uma grande inovação, que foi a cooperação entre os povos e os esportes. É um enorme passo à frente, que lança as bases para um novo futuro."
O próximo encontro, de acordo com o plano quadrienal do Comitê Olímpico Internacional, acontecerá em Paris, em 1900. Mas o sucesso dos Jogos de Atenas pode trazer uma pequena dor de cabeça a Coubertin, que assumirá como presidente do comitê organizador do evento em solo gaulês. Em seu discurso de encerramento, o rei Jorge, empolgado com o efeito contagiante do evento sobre o moral da população, lançou uma frase que certamente não estava no programa dos homens do Comitê Olímpico. "Que a Grécia esteja destinada a ser o ponto de encontro pacífico de todas as nacionalidades, e que Atenas se torne a sede permanente dos Jogos Olímpicos." A sorte está lançada.

O Brasil competiu pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Verão em 1920 (ficou em 15º lugar com 3 medalhas, uma de ouro, uma de prata e uma de bronze), e participou de cada edição dos Jogos desde então, com exceção dos Jogos Olímpicos de Verão de 1928. Nos Jogos Olímpicos de Inverno, o Brasil estreou em Albertville 1992 e participou de todas as edições desde então. O Brasil será o primeiro país sul-americano a receber os Jogos Olímpicos, após a vitória da candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016.

  • O italiano Nedo Nadi realizou um feito nunca mais igualado nos jogos ao conquistar cinco medalhas de ouro entre as seis modalidades da esgrima.
  • O atirador sueco Oscar Swahn, medalhista de ouro em Londres doze anos antes, ganhou uma medalha de prata por equipes no Tiro aos 72 anos e tornou-se o atleta mais velho a ganhar uma medalha olímpica em todos os tempos.
  • Estes jogos viram o aparecimento daquele que seria um dos maiores atletas de todos os tempos: o corredor finlandês Paavo Nurmi
Daiane Garcia dos Santos, nasceu dia 10 de fevereiro de 1983 em Porto Alegre, RS e é uma ginasta brasileira. Foi revelada pelo Centro Olímpico de Curitiba e tem duas rotinas de solo nomeadas Dos Santos. Segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, foi a primeira ginasta no mundo a executar o salto duplo twist carpado considerado de alta nível de dificuldade.

Estão sendo realizados na cidade de Londres (Inglaterra), os XXX Jogos Olímpicos. A abertura ocorreu no dia 27 de julho. A cerimônia de encerramento ocorrerá no dia 12 de agosto. O lema dos jogos é "Live is one" ("Viva como se fosse o único").
O estádio Olímpico de Londres foi construído no Parque Olímpico. Sua capacidade é de 80.000 espectadores. Com toda estrutura em aço, o estádio recebeu a cerimônia de abertura em 27 de julho. A cerimônia de encerramento (12 de agosto) assim como todas as provas de atletismo ocorrerão neste estádio.

As cerimônias de abertura e encerramento serão vistas pela televisão por, aproximadamente, 4 bilhões de pessoas no mundo todo.

Mascotes das Olimpíadas de Londres 2012
Wenlock e Mandeville
Os mascotes das Olimpíadas de Londres se chamam Wenlock e Mandeville. São duas gotas de aço feitas em animação de cartoon.
Tocha Olímpica 
A Tocha Olímpica foi anunciada em 26 de maio de 2010. Ela passou pelas mãos de, aproximadamente, 8.000 pessoas, durante 70 dias antes do evento. A tocha saiu da Grécia em 18 de maio e chegou em Londres no dia 21 de julho de 2012.  Antes da cerimônia de abertura, a tocha olímpica foi conduzida por sete dias dentro da cidade de Londres.
Medalhas Olímpicas
As medalhas foram confeccionadas pela empresa Royal Mint (situada no sul de Gales). Foram produzidas 4.700 medalhas que teve como designer um artista britânico.
Os ingressos
ingressos olimpiadas Ingressos das Olimpíadas 2012
Os ingressos tem cores diferentes, de acordo com o local onde a modalidade esportiva será disputada. Cada ingresso apresenta também um desenho que simboliza um esporte. Para que não haja falsificações, os ingressos apresentam recursos como, por exemplo, código de barras, holograma e nome do comprador impresso. 

Ao todo serão disputadas 29 modalidades de 26 esportes: 
· Atletismo
· Badminton
· Basquetebol
· Boxe
· Canoagem
· Ciclismo
· Esgrima
· Futebol
· Ginástica artística
, rítmica e Trampolim
· Handebol
· Halterofilismo
· Hipismo
· Hóquei na grama
· Judô 
· Luta (livre e greco-romana)
· Natação
· Nado Sincronizado
· Saltos Ornamentais
· Pólo Aquático
· Pentatlo Moderno
· Remo
· Taekwondo
· Tiro
· Tiro com arco
· Tênis
· Tênis de Mesa

· Triatlo
· Vela
· Voleibol 
e  Vôlei de Praia
Sedes onde ocorrerão as competições:
- Parque Olímpico (Zona Olímpica)
- Zona do Rio (Zona Fluvial)
- Zona Central 
Participação do Brasil
O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) definiu que a delegação brasileira, que participará das Olimpíadas de Londres, será composta por 259 atletas. Serão 136 homens e 123 mulheres que disputarão 32 modalidades olímpicas.
Atletas brasileiros que ganharam medalhas nas Olimpíadas de Londres 2012 (até 08/08/2012):
Medalha de ouro 
- Sarah Menezes no judô (categoria ligeiro, até 48 kg).
- Arthur Zanetti nas argolas.
Medalha de prata
- Thiago Pereira na natação masculina (400 metros medley)
-  Alison e Emanuel no Vôlei de Praia.
Medalha de Bronze
- Mayra Aguiar no judô (categoria até 78 kg).
- Rafael Silva no judô (categoria acima dos 100 kg).
- Cesar Cielo na natação (50 metros livres).
- Robert Scheidt e Bruno Prada na Vela (classe Star).
- Felipe Kitadai no judô (categoria até 60 kg).
- Adriana Araújo no boxe (categoria até 60 kg)
- Juliana e Larissa no vôlei de praia.
Voce sabia?
- Durante toda história dos Jogos Olímpicos Modernos várias modalidades esportivas foram excluídas do quadro de esportes olímpicos. Alguns exemplos: cabo de guerra,  croquet, críquete, raquets, esqui aquático, golfe, hóquei sobre patins, patinação artística, pelota basca, motonáutica, pólo equestre, roque e rugbi.
- Para participar dos Jogos Olímpicos, um atleta tem que ser aprovado pelo Comitê Olímpico de seu país e também pelo COI (Comitê Olímpico Internacional). Deve também participar de competições oficiais classificatórias (torneios pré-olímpicos). Nestes torneios, o atleta deve obter índices e/ou classificação determinados pelos comitês, de acordo com sua modalidade esportiva, , que lhe garantam a participação. 
- A expectativa é de que participem, nas Olimpíadas 2012, cerca de 10.500 atletas de 192 países e 13 territórios.
   

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